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domingo, 25 de março de 2007

Resenha: Tristania [2007] Illumination


Continuando a avacalhação, vamos falar do mais novo trabalho do Tristania, já que foi colocado no último que falaríamos dele de qualquer jeito, fazer o quê, promessa é dívida, por Tutatis!



Continuando a sua Saga para ficar cada vez menos parecido com os outros discos, o Tristania larga cada vez mais o seu eu anterior: Valorizam o vocal da Vibeke Stene, que abandonou de vez a técnica lírica, tendo alguns suspiros de persistência, como na faixa 20, deadlands. O jogo de vocais está mais reduzido que nunca, pouco se ouve de gutural. Mas ao que me parece, a maior mudança foi do estilo. Agora eles soam menos pesado, menos sombrio. Menos metal. Bateria mais marcada, guitarra mais contida, vocal bem menos pesado se comparado mesmo com o Ashes.

Acho interessante como disco, é bom, mas ao sair das caracterísiticas do próprio Tristania, se torna um disco normal, ao estilo de várias outras bandas, perdendo coisas que lhe davam riqueza. Não iria ao show só por causa dele.

Para ilustrar melhor esse último comentário, vou fazer um novo post.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Resenha: Tristania [2005] Ashes

Bom, resolvi usar o Blog para exercitar outro talento que preciso desenvolver, que é o da apreciação musical. Então vou aproveitar que ninguém lê meu blog e escrever barbaridades sobre o trabalho artístico suado dos outros!

E a primeira vítima é, Ashes, de 2005, do Tristania. Um prequel para o Illumination, o novo deles, que planejo comentar também.



Esse disco vem após a saída do compositor, cantor e guitarrista Morten Veland, que era a fonte de criatividade da banda. Mas tudo bem, mesmo sem ele, World of Glass é um disco maravilhoso, um dos melhores que já ouvi.

Mas falemos do Ashes. Depois de ter babado no World of Glass e ter ficado com aquele gostinho de quero mais, a primeira vez que ouvi o Ashes foi chocante: Cadê o coro? Cadê aquela composição quebrada, que parece que o cd tá arranhado? Onde está o toque sinfônico? Onde está aquele revezamento constante dos vocais? Então, em alguns minutos, criei uma antipatia imbecil por esse disco.

Mas como todo fã é louco e coleciona tudo que pode da banda, baixei esse disco. Já tinha ouvido algumas vezes, mas hoje decidi apreciá-lo de verdade. E foi uma surpresa bem agradável. Ele mantém as características do WoG nas composições, letras e músicas sombrias, um bom teclado soando como piano (se não é piano mesmo), um praticamente ausente, mas exaltado violino. Mantiveram o vocal agressivo gutural, mas este é feito por convidados ou por Kjetil Ingebrethsen, que é muito bom nisso, por sinal.

Bom, é um som bem menos rococó, como diria um amigo meu. Mas mesmo assim, um grande álbum de Gothic Metal. Ouça ele inteiro, de preferência, com a Bonus Track que saiu no japones e no Digipak, The Gate.