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sábado, 16 de junho de 2007

Sobre a Impessoalidade na Sociedade Pós-Moderna


Uma colega minha me mandou um texto falando sobre a Homogeinização da Cultura e como mudar isso para salvar o Mundo. Eu venho neste post tentar ajudar em sua análise: falarei de como a sociedade se relaciona e como esse relacionamento está se desumanizando.

Quando as pessoas criam políticas em ecomonia, produção industrial,etc, o foco deveria ser inicialmente o bem-estar coletivo, o objetivo deveria ser melhorar a vida das pessoas de uma maneira que ela perceba como parte da sua vida e da sua cultura. Mas, não levando em conta da maneira alienígena e imposta que muitas políticas atingem as pessoas, devemos avaliar de onde vem as bases da construção dessa política. Muitas têm como foco não como atingir as comunidades de uma maneira duradoura, mas como serem mais eficientes e menos custosas ECONOMICAMENTE.

Sim, os parâmetros econômicos se tornaram a referência de sucesso de uma política. Se economiza nos gastos, se aumenta a arrecadação, se gera mais lucro para as empresas, quer dizer que é uma boa política. Se não, deve ser parada antes que dê mais prejuízo, não importa as consequências disso nas comunidades atendidas. As avaliações sociais, de quanto que a comunidade melhorou sua educação, sua segurança, sua saúde ou simplesmente sua felicidade, ficam reduzidas ou subavalidas na prestação de contas dos projetos.

A matemática do capitalismo rege a maioria dos governos e de suas políticas. O maior expoente disso são as ações bélicas, que são gastos enormes quantidades de dinheiros afim de destruir a vida de outros em outros países. Tudo para que as empresas possam continuar seu ciclo de crescimento e lucro. E o que é pior, lucro somente das empresas de seus países ou até somente das suas filiais...

Atualmente, isso está tomando outra esfera. A produção de vários bens de consumo não buscam atender mais as pessoas, mas alguns são feitos para máquinas usarem. Pode parecer um pouco de tecnofobismo, mas parem e pensem quando aquele programa não funcionam, quando aquele carro corre 300km/h na cidade, pessoas estudando para consegurem entender as máquinas, invés do contrário, etc. A sociedadenãp parte para uma simples desumanização, mas para uma maquinização. Espero estar errado.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

ISTO NÃO É UM SERMÃO:

Um dos sintomas de uma sociedade doente
Hoje estava vendo na TV um documentário sobre meninas e mulheres com bulimia e anorexia, pessoas com 30, 40kg. Eu, como pessoa magra e com alguma consciência do meu corpo, sei que meu índice de gordura no corpo é baixíssimo e peso atualmente 68kg.
Realmente fiquei espantado com tal situação. Moças bonitas com asco de comer, mordiscando alfaces e pães, reclamando que estão gordas! Mas mais que espantado, senti que tinha que estar lá para conversar com elas.
A câmera foca ambas as partes, as doentes e os "médicos". É impressionante ver como há uma falta de comunicação e de entendimento mútuo. Os psicólogos, com suas fórmulas, não conseguiam alcançar essas meninas. Sabotavam os grupos que formavam, muitas vezes para apoiarem em suas lutas para continuarem magras, mas também para tornarem suas realidades toleráveis. A sinceridade, considerada um valor absoluto e permanente, se tornava desculpa para dividir as pessoas. Tratar as pessoas como um grupo é simplesmente impensável.elas somente se juntam para reagir, não para se ajudarem a curar. Invés de tentar mudar a postura do grupo para um círculo virtuoso, mandam umas delas embora como exemplo.
Este é um exemplo dramático, mas às vezes a dramaticidade nos ajuda a ver nossos sentimentos. Isso quer dizer que esses problemas acontecem na maioria dos nossos problemas e como a sociedade os soluciona. Se vê transparecer naquelas pessoas problemas muito mais profundos de insatisfação com suas vidas, com suas relações amorosas, com sua relação com a sociedade e com as suas decisões. O distúrbio alimentar é um sintoma disso. Essas pessoas se achavam gordas. No que a sociedade contribui nisso? Os padrões de beleza absurdos? Os costumes alimentares cheios de lixo que nos impoem? A falta de tempo para nos exercitarmos, pois temos que ganhar dinheiro? A opressão que nos tira o ânimo? Para mim, está bem claro a parcela de culpa do estilo de vida que a sociedade nos imflige.
Não estou querendo tirar a responsabilidade das pessoas sobre seus problemas, mas quero mostrar que o peso que nos pressiona não é desconsiderável.
Acho que seria isso que eu diria a elas. Temos nossos problemas pessoais, que devem ser resolvidos. Para isso existem os psicólogos. Achar que tratamento é coisa pra doido é uma imbecilidade tamanha. Temos os problemas que vem da nossa inserção na sociedade. Esses, curamos observando onde e com quem andamos. O Ambiente, as pessoas com quem vivemos nos atingem como? Propor a mudança e lutar por ela é o que nos faz mudar e melhorar. Não são só as pessoas que sofrem de desordens, a sociedade inteira está doente.

Considerações:

-Nãoé um Sermão porque eu não queria condenar as pessoas que passam por essa condição (distúrbios alimentares). Se eu fiz isso, peço mil perdões.

-Não sou psicólogo, conheço muit pouco das escolas. Conheço no máximo idéias superficiais de suas teorias. Critiquei sim algumas posturas, usei meus valores para isso. Queria saber em que escola meus pensamentos se encaixam... perguntarei aos meus amigos psicólogos.

-Queria escrever esse texto de maneira mais relax, mas não consegui. Maldita academia. Malditas aparências.

-Tenho que empregar isso aos MEUS problemas.

By Raphael, 10 de janeiro de 2007.